sábado, 9 de junho de 2012

Um conselho de Lord Henry Wotton para Dorian Gray

Depois do encontro com Lord Henry Dorian nunca mais seria o mesmo. Apesar de todos os avisos de Basil, as palavras de Henry penetraram na alma do jovem. Uma nova noção de juventude nunca antes pensada foi introduzida:

"... Ah! realise your youth while you have it. Don't squander the gold of your days, listening to the tedious, trying to improve the hopeless failure, or giving away your life to the ignorant, the common, and the vulgar. These are the sickly aims, the false ideals of our age. Live! live the wonderful life that is in you! Let nothing be lost upon you. Be always searching for new sensations. Be afraid of nothing..."


The Picture of Dorian Gray - Oscar Wilde - 1891

terça-feira, 1 de maio de 2012

Maturidade


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grite de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Bilhete - Mário Quintana

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Poema da Necessidade - Drummond Gênio

É preciso casar João, 
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.

É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio, 
é preciso esquecer fulana.

É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores 
de que rezam velhos autores.

É preciso viver com os homens,
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar o FIM DO MUNDO

(Década de 60)

Algo me diz que eu fui com a cara do poema de primeira. 


sexta-feira, 2 de março de 2012

Fragmento perturbador da obra de Heine

[...]


'Minha disposição é a mais pacífica. Os meus desejos são: uma humilde cabana com um teto de palha, mas boa cama, boa comida, o leite e a manteiga mais frescos, flores em minha janela e algumas belas árvores em frente de minha porta; e, se Deus quiser tornar completa a minha felicidade, me concederá a alegria de ver seis ou sete dos meus inimigos enforcados nessas árvores. Antes da morte deles, eu, tocado em meu coração, lhes perdoarei todo o mal que em vida me fizeram. 
Deve-se, é verdade, perdoar os inimigos mas não antes de terem sido enforcados. '

[...]
Heine - Gedanken und Eifäille

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Melão de São Caetano e as lembranças de um lugar provavelmente assombrado

Caetano, erva de lavadeira, melão de São Caetano, "frutinha" como diria minha avó. Finalmente lembrei de perguntar o nome. Cipó muito comum em casas abandonadas. Embora fosse habitada, a casa do meu bisavô sempre tinha um clima de abandono, quase de assombramento. Propício. Fotos das frutas nunca tirei e agora que a casa está realmente abandonada seria ideal, senão fosse pelo novo dono. Sensação de nunca mais comerei daquelas. Contentar com o Google imagens:





Nem acredito nos quase 10 anos. Minhas fotos tinham mais "alma" naquela época.





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Recomeçar é preciso

[...]


"Tá se sentindo sozinho? besteira... tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...  
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis... 
o mal humor vai comendo nosso fígado... até a boca ficar amarga.
Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor... 
queira coisas boas para a vida... pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos... 
se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... o melhor vai se instalar na nossa vida."


[...] 
Recomeçar - Carlos Drummond de Andrade 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Monetarizando* o presépio

Primeiro presépio adornado com moedas que eu já vi na vida. E quer saber? Ficou legal!



Devia ter tirado mais fotos, esse definitivamente não é um presépio comum :(

Nota: Monetizar é um verbo feio.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Melhor parte do Memórias de um Sargento de Milícias

O começo do livro é chato, mas com muito esforço comecei a perceber o humor na narrativa e no capítulo XXXI, achei a parte mais engraçada do livro, sobre a família de Vidinha. Fragmentos limitam, mas tenho que divulgar:

"Saibam pois que a família era composta de duas irmãs, ambas viúvas, ou que pelo menos diziam sê-lo, uma com três filhos e outra com três filhas; passando qualquer das duas dos seus quarenta e tantos; ambas gordas e excessivamente parecidas. Os três filhos da primeira eram três rapagões de 20 anos para cima, empregados todos no Trem; as três filhas da segunda eram três raparigas desempenadas, orçando pela mesma idade dos primos, e bonitas cada uma no seu gênero. Uma delas já os leitores conhecem; é Vidinha, a cantora de modinhas; era solteira como uma das suas irmãs; a última era também solteira, porém não como estas duas"

Alguns parágrafos abaixo:

"Se o leitor pensou no que há pouco dissemos, isto é, que naquela família haviam três primos e três primas, e se agora acrescentarmos que moravam todos juntos, deve ter cismado alguma coisa a respeito. Três primos e três primas, morando na mesma casa, todos moços... não há nada mais natural; um primo para cada prima, e está tudo arranjado. Cumpre porém ainda que observar que o amigo Leonardo tomara conta de uma das primas, e que deste modo vinha a haver três primos para duas primas, isto é, o excesso de um primo. À vista disto o negócio já se torna complicado. Pois para encurtar razão, saiba-se que haviam dois primos a uma só prima, e essa era Vidinha, a mais bonita de todas; saiba-se mais que um era atendido e outro desprezado: logo, o amigo Leonardo terá desta vez de lutar contra duas contrariedades em vez de uma"

[...]

Memórias... - Manuel Antônio de Almeida - 1854

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Três (melhores) poemas do Minigrafias

non-sons

o boi berra
a cabra bale
a rã coaxa

o meu telefone
- ai de mim! -
nenhum
pio


Incisões

o bisturi
e os seus cortes
convexos

a mutilação

- cicatrizes
que fossilizam
o movimento
da sutura

o aço
que perfura
- gumes
no corpo inerte

carbonos
entre a erosão
e os sedimentos

distraído,
o açougueiro
nos fere de morte


mini-hq

ali fazia frio e sua noite era descomunal
mente inútil. Diante daquela circustân
cia incomum, para a qual não havia um
só comprimido, ele não pensou duas ve
zes : pegou o revólver na gaveta e atiro
u naquela que era a última foto da famíl
ia : pam! a imagem amarela do avô, nu
m átimo, desapareceu entre o cheiro de
pólvora. Para ter certeza deu outro tiro:
pam! - e pôde enfim dormir sossegado



do livro Minigrafias de Luís Araujo Pereira

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sem solução

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução
[...]


nem pra rimar meu nome presta :(

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Paixões...

"Papel,
respiro-te na noite de meu quarto,
no sabão passas a meu corpo, na água te bebo.
Até quando, sim, até quando
te provarei por única ambrosia?
Eu te amo e tu me destróis,
abraço-te e me rasgas,
beijo-te, amo-te, detesto-te, preciso de ti, papel, papel, papel"


Fragmento de Noite na Repartição, Drummond.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Déjà vu na escadaria

Mesmo contexto.
Mesma origem.
Mesma fragilidade.
Final diferente.
Chupa e engole, Cristina!!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lixeira feita com filtro de ar de caminhão


Um dia eu estava pesquisando a reutilização de materiais e encontrei um blog bem interessante. Em uma das postagens haviam lixeiras feitas a partir de peças de caminhão. Acabei não salvando o link de endereço e nunca mais consegui encontrar o tal blog. Nesta semana, passei em frente ao uma oficina que fez um descarte de filtros de ar, na hora me interessei e levei um pra casa pra fazer uma tentativa. Por que não?

Materiais:
01 filtro de ar de caminhão (eu usei o de um mercedes benz, não sei ano nem modelo)
Chaves de fenda

Como o filtro de ar é usado, cuidado para não manchar as roupas com a graxa e os resíduos. Procure um lugar de fácil lavagem pois o filtro acumula poeira, pequenas pedras e outras coisas não identificadas.


Passo 1
O filtro que usei possui duas partes de metal em forma de cilindro telado. A parte de fora é larga e a de dentro bem mais estreita. Inicialmente eu queria fazer o cesto usando o telado de fora, mas não consegui. O filtro é muito resistente, apesar de parecer papelão. Acabei danificando o fundo e as laterais com a força que fiz com a chave de fenda.


Passo 2
Usando o telado central. Desarme o telado de fora com a chave de fenda, retire o telado interior do filtro e descarte o que for desnecessário. Não danifique o fundo.


Resultado
Como o cesto telado interno é estreito, a lixeira não fica larga e não serve para todo tipo de lixo. Eu não pintei, mas acho que ficaria muito interessante e daria um toque de modernidade. Impossível saber que se trata de uma peça descartada de um caminhão. Vale a pena.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

:|

Primeira música divulgada do novo álbum "I'm With You" previsto para ser baixado ilegalmente em agosto.



É...
Mais vale um Jonh Frusciante voando do que um Josh que não aparece.