segunda-feira, 18 de julho de 2011

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Primeira música divulgada do novo álbum "I'm With You" previsto para ser baixado ilegalmente em agosto.



É...
Mais vale um Jonh Frusciante voando do que um Josh que não aparece.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Personagens legais da cultura mundial em versões 8-bit(s)






Personagens encontrados no incrível blog http://iotacons.blogspot.com/ do artista Andy Rash.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pior informativo que eu já vi na vida!!

Tive de registrar em imagem esta digitação bizarra. Clique e amplie.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

D. Carolina e Bonitinho

D. Carolina realizara, enfim, o seu desejo, a sua ambição de mulher gasta: possuir um amante novo, mocinho, imberbe, com uma ponta de ingenuidade a ruborizar-lhe a face, um amante quase ideal, que fosse para ela o que um animal de estima é para seu dono - leal, sincero, dedicado de sacrifício.
Aleixo remoçava-a como um elixir estranho, milagrosamente afrodisíaco. Sentia-se outra depois que se metera com o pequerrucho: retesavam-se-lhe os nervos, abria-se-lhe o apetite, entrava-lhe na alma uma extraordinária alegria de noiva em plena lua-de-mel, toda ela vibrava numa festiva exuberância de vida, numa eclosão torrencial de felicidade - o corpo leve, o espírito calmo... Aleixo pertencia-lhe, enfim; era seu, completamente seu; ela o tinha agora preso como um belo pássaro que se deixasse engaiolar; tinha-lhe ensinado segredinhos de amor, e ele gostava imenso, e jurara nunca mais abandoná-la, nunca mais!
O grumete, por sua vez, experimentava o que experimentaria qualquer adolescente - uma tendência fatal para a portuguesa, um forte desejo de possuí-la sempre, sempre, a toda hora, uma vontade irresistível de mordê-la, de cheirá-la, de palpá-la num frenesi de gozo, num grande ímpeto de novilho insaciável.
Bom Crioulo - Adolfo Caminha (1867-1897)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

E o segredo sempre conserva o melhor

Quando quero muito a alguém, jamais revelo seu nome. Seria como renunciar a uma parte dele. Aprendi a amar o segredo. Parece ser a única coisa que pode tornar nossa vida misteriosa ou maravilhosa. A coisa mais vulgar nos parece deliciosa, se alguém a esconde de nós. Quando saio da cidade, não conto aos meus aonde vou. Se o fizesse, perderia todo o meu prazer. Confesso que é um hábito ridículo, mas de certo modo, parece tornar nossa vida mais romântica. Você deve me achar um louco, não?


Basílio (pintor) - O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde (1854-1900)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cena

Certo dia, duas senhoras atravessavam na faixa entre as avenidas Anhanguera e Tocantins no centro de Goiânia. Calor desgraçado, barulho de moto, gente atrapalhando a passagem. O inferno de sempre. Uma das senhoras já bastante idosa caminhava com dificuldades no começo da faixa, o sinal aberto mas faltando pouco pra fechar. A senhora mais jovem que a acompanhava olhava apreensiva para o farol e os carros e ônibus parados, mas já preparados pra arrancada fatal. Segundos de tensão. Até que a mais jovem teve uma ideia, começou a andar mais devagar ainda na tentativa de sensibilizar os motores quentes que roncavam. As duas lentamente davam passo por passo. O sinal ia abrir. Um senhor na calçada incomodado com tanta lentidão gritou para as senhoras:
- Sai da rua!
Uma outra mulher que estava próxima gritou para o senhor:
- O que você tem haver com isso!
O senhor começou a dizer coisas que eu não entendi e começou uma discussão.
As duas senhoras caminhavam os últimos passos limpas e puras enquanto uma multidão assistia a uma briga que se formava na calçada.